Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 27/08/2017

Memórias do cárcere

Presídios brasileiros, algo que se pode comparar com os porões dos antigos navios negreiros: escuro e sombrio. Más condições de higiene, maus tratos, superlotação; não foram coisas que ficaram apenas na memória de escravos e de Graciliano Ramos. Hoje, ainda persiste no Brasil essa realidade, porém com um número de detentos absurdamente maior. Desse modo, é necessário rever a situação do sistema e, do detento.

Já dizia Rousseau: “O homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe”. Hoje, pode-se dizer que a maior culpa não se aplica apenas à sociedade, mas ao próprio sistema prisional, que não cumpre com seu papel de efetuar a ressocialização do detento. Celas superlotadas e violência interna só pioram o estado do preso, que, ao voltar à circulação, retorna ao crime, já que, esse não passou por uma reabilitação mas, por uma escola de aperfeiçoamento criminal.

Outro problema vigente é a falta de acompanhamento psicológico e físico aos detentos, visto que, o número de funcionários é insuficiente, e, não consegue suprir o inchaço penitenciário. Raras são as prisões que possuem um acompanhamento correto aos presos, essas por sua vez, adotam livros e aulas como meio precursor de educação e, de redução da pena; caso o detento cumpra com seu dever, como consequência direta disso, se vê uma fácil reabilitação e reinserção do preso no meio comum.

Portanto, fica clara a necessidade da reformulação do sistema prisional brasileiro. O governo deve investir em funcionários para obter um melhor acompanhamento individual, e, realizar projetos de ampliação de celas para evitar a lotação.Além disso, ONGs podem realizar projetos esportivos, com o intuito de dar aos detentos uma maior possibilidade de reinserção. Assim garantiríamos que as condições dos detentos não fossem enfrentadas de forma desumana e, que, diferentemente de Graciliano, consigam terminar sua história.