Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 20/08/2017
Bandido bom não é bandido morto
É indiscutível que o número de presos tem apresentado aumentos significativos nas últimas décadas. Não cumpre mais constatar que isso simplesmente existe, mas sim, procurar as causas principais desse problema. De acordo com o filósofo Pitágoras: “Eduquem as crianças e não será necessário castigar os homens”.
Primeiramente, há o fato de que as prisões devem assumir a culpa pelo o que está acontecendo, devido à ressocialização inexistente de detentos e o Estado também falha em fornecer uma estrutura adequada nas penitenciárias. Lamentavelmente, o Brasil tem a quarta maior população carcerária do mundo, com isso, a superlotação das cadeias ainda faz parte da realidade brasileira, visto que cada cela tem espaço para oito pessoas mas nela vivem treze, o que é um absurdo ocorrer isso ainda no século XXI.
Além disso, não se pode esquecer dos inúmeros problemas vividos diariamente por eles, desde questões relacionadas à higiene, maus tratos até a proliferação de doenças, fatores que contribuem para o indivíduo voltar pior do que estava para o convívio social. Também, há a questão da quantidade de defensores públicos que é baixa, aspecto que colabora para os presos não serem condenados e esperar por anos. Portanto, o crime organizado encontra espaço para se fortalecer e desenvolver suas atividades, cria-se oportunidades de novos traficantes.
Logo, fica claro, que o sistema prisional brasileiro sofre um déficit. Por isso, cabe ao Governo melhorar as infraestruturas e ampliar a atuação da APAC nas penitenciárias do País com a finalidade de melhorar as condições de vida e humanizar as relações com os detentos, pois, só assim, os presos poderão ser reinseridos na sociedade, evitando diversas tragédias nas prisões. Passa a ser função também das instituições de educação promoverem aulas de Sociologia, Filosofia e História, que enfatizem a ideia de que bandido bom não é bandido morto.