Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 05/10/2021
O sistema prisional tem a função de ressocialização do indivíduo na sociedade. Na Idade Média os religiosos eram afastados para refletirem sobre os pensamentos pecaminosos nas prisões que a igreja católica aplicava para o cumprimento da pena. Porém, atualmente a justiça brasileira enfrenta diversos desafios para executar essa função, como consequência da influência do crime organizado e do número elevado de presos.
Um dos principais problemas do sistema carcerário é a superlotação. O Brasil é o quarto país com maior população carcerária do mundo, possuindo 622 mil detentos para apenas 371 mil vagas, recebendo 3 mil novos presos a cada mês. A situação é muito preocupante, são feitos investimentos, no entanto, não são suficientes devido a ineficiência do estado na organização desses lugares, os números de rebeliões que já acontecem há décadas, vem crescendo a cada ano graças a ausência de estrutura nesses locais.
O segundo maior problema é a reincidência ou seja, a volta de praticar o crime, é um problema global. Segundo estatísticas oficiais, no Brasil, 70% dos presos que deixam a prisão acabam cometendo crimes novamente. De acordo com um relatório sobre reincidência realizado em 2007 pelo Departamento de Justiça dos Estados expôs que um recolhimento mais rígido aumenta as chances de um ex-presidiário voltar a cometer crimes.
Com isso, medidas socioeducativas dentro das prisões precisam ser tomadas para reintegrá-los a sociedade. É necessário principalmente de investimento e de recursos federais, a mais urgente é retomar o comando das unidades prisionais. Assim, pode se tornar mais fácil frear a violência nas unidades prisionais e evitar que a os presos retomem as ruas com crimes novamente.