Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 03/10/2021
O documentário “Carandiru” fala sobre a maior prisão da América Latina e mostra a realidade caótica do sistema penitenciário brasileiro: o abuso de presos sob custódia do Estado pode constituir uma forma de tortura. Isso ocorre porque a ressocialização é ineficaz, o desrespeito pelos direitos humanos é óbvio e o único objetivo alcançado é a marginalização e o aumento da criminalidade. Nesse caso, as reformas do sistema são necessárias para tornar as prisões uma punição eficaz.
Primeiramente, segundo o filósofo Aristóteles, a atividade politica adequada é buscar interesses coletivos. Com base nessa suposição, fica claro que a indiferença do governo em relação às questões penitenciárias está errada, porque superlotação, abuso e falta de saneamento não são. Permitir a ressocialização e exacerbar o crime e o isolamento social. Como prova, em Fortaleza, os presos cometeram grande número de fraudes por meio de ligações ou mensagens de texto. Portanto, a ineficiência das prisões brasileiras afeta diretamente a segurança da comunidade, evidenciando a necessidade de promover melhorias e adequações.
Em segundo lugar, é importante notar também que as condições desumanas sofridas pelos presos são um desrespeito à dignidade. Semelhante à matemática, a falta de infraestrutura no sistema prisional é diretamente proporcional à “reificação” dos presos. Como resultado, as doenças se espalham neste ambiente, os carceneiros usam violência como punição e os presos se tornam desumanos e reicidentes. Por exemplo, a reportagem da revista Carta Capital mostra que o Brasil é o país com o maior número de prisões em quinze anos, mas ainda é o recordista de homicídios. Portanto, o respeito pelos direitos humanos é esclarecer o princípio básico da re-interação social.
Logo, é óbvio que para reverter a realidade do citado documentário, é urgente a ação conjunta dos grupos sociais. Para tanto, o governo do estado deve investir na construção de novos presídios e oferecer cursos profissionalizantes para os presidiários. Também, é viável melhorar o apoio hospitalar e orientar a postura correta dos agentes penitenciários para a ressocialização. Além disso, ONGs e escolas devem prevenir o preconceito contra ex-detentos, ao mesmo tempo a mídia deve fazer as mudanças necessárias por meio das demandas fictícias de que participa para mobilizar outras pessoas para apoiar a segurança pública e respeitar os direitos humanos.