Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 04/10/2021

Na obra “Memórias do Cárcere”, o autor Graciliano Ramos relata os maus tratos, as pésimas condições de higiene e a falta de humanidade que vivenciou em sua rotina carcerária. Fora da ficção, o sistema prisional brasileiro é visto como um símbolo de tortura pela população. Isso se dá por conta da má infraestrutura e a superlotação das prisões. Diante disso, faz-se necessário medidas para atenuar essas problemáticas.

Primeiramente, a má infraestrutura das cadeias proporcionam uma luta diária pela sobrevivência entre os detentos. Nesse âmbito, segundo o filósofo São Tomás de Aquino, todo indivíduo de uma sociedade merece a mesma importância. Ademais, isso não ocorre nas prisões, pois os prisioneiros sofrem com carência de água potável, alimentos e produtos de higiene, o que demonstra a situação precária que esses indivíduos vivem. Com isso, se permanecer com esse tratamento nos cárceres, não será possível a reintegração dessas pessoas na sociedade.

Em segundo plano, outro problema é o aumento desordenado do número de detentos nas prisões brasileiras, causando a superlotação. Nessa perspectiva, de acordo com o G1, o Brasil tem taxa de 166% de superlotação carcerária. Sob essa percepção, por conta das condições econômicas desfavoráveis, os indivíduos optam por seguir o caminho do crime, como o tráfico, roubo, o que gera cada vez mais detentos.

Portanto, mediante ao exposto, percebe-se que os entraves do sistema carcerário brasileiro é um retrocesso social. Por isso, cabe ao Governo investir na construção de mais cadeias, nas cidades e nos interiores, para evitar a superlotação. Além disso, criar um proragama que garanta ao presidiário água, alimentação e higiene básica, junto com atividades pedagógicas, buscando a reintegração social dos detentos. Logo, a finalidade de garantir uma sociedade mais humana e condições favoráveis de punição ao criminoso será alcançada e relatos como os da obra de Graciliano Ramos serão menos constantes.