Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 03/10/2021

O livro “Estação Carandiru”, do médico Dráuzio Varela, relata a experiência pessoal do autor no tratamento da aids em prisões durante operações voluntárias em presídios de São Paulo. Além de retratar muitos aspectos da realidade dos presídios brasileiros - alguns nem mesmo conhecidos da sociedade. Nesse sentido, fica claro que o sistema prisional brasileiro apresenta problemas que precisam ser resolvidos. Isso não se reflete apenas na instabilidade das instituições, mas também no investimento insuficiente na ressocialização dos indivíduos.

A situação absurda do prisioneiro deve primeiro ser apontada. Fato comprovado pelo verdadeiro depoimento de Dráuzio Varela, ao relatar que a estrutura celular atual é totalmente inadequada para a sobrevivência humana, pois não existem condições sanitárias e mínimas de vida nesses locais, e insetos e camundongos cuidam de todos os cantos desses locais. . Portanto, a propagação de doenças é contínua e muitos casos chegam a levar à morte. Portanto, ressaltou-se a importância de reformular novas medidas para eliminar esses impasses.

Além disso, os locais de reabilitação tornaram-se verdadeiras escolas de crime. A prova são as inúmeras rebeliões nas prisões do país, onde os presos se organizam e facções, estabelecem regras e dirigem tudo o que acontece no local. Além disso, também constatou o descumprimento do artigo 5º da Declaração dos Direitos Humanos, que estipula que qualquer ato de tortura é proibido, mas na verdade isso não ocorreu porque inúmeras pessoas foram submetidas a tratamentos desumanos por parte das autoridades. , como espancamentos e linchamentos. De acordo com pesquisa divulgada pelo Instituto de Economia Aplicada (Ipea), o número de vítimas aumentou cerca de 20% na última década.

Portanto, é claro que a crise do sistema prisional precisa ser revertida. Para tanto, a Receita Federal deve destinar parte do imposto arrecadado à reforma dos centros de detenção, garantindo um mínimo de qualidade de vida e boas condições sanitárias. Portanto, o Ministério da Justiça tem a responsabilidade de fortalecer e fortalecer a organização das prisões, implementar a ordem e a segurança sem comprometer os direitos dos cidadãos, e garantir as funções de controle e ressocialização. Além disso, existem parcerias com empresas que permitem que os presidiários participem de atividades voluntárias que melhorem a vida pública e incentivem a mudança de comportamento, para que tenham direitos efetivos. No final, a solução se concretiza não apenas por meio de ideias ou ideais.