Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 03/10/2021

“É mais fácil construir crianças fortes do que consertar homens quebrados”. Mediante esse pensamento do escritor Frederick Douglass, é possível inferir que a educação é mais coerente do que o sistema penitencial. Logo, é mais fácil educar a juventude do que inserir um cidadão que passou pelo sistema carcerário brasieliro de volta à sociedade.

Em primeiro plano, sabe-se que o sistema carcerário brasieliro é falho. Ele não possui verbas financeiras nem interesse em readmitir os detentos de volta à comunidade. Além disso, há a negligência do estado em cobrir itens básicos. No livro “Presos que menstruam”, Nina Queiroz exemplifica o desinteresse estatal em cobrir medidas básicas de salubridade. Diversas detentas têm de recorrer a artigos como miolo de pão, jornais, entre outros itens que não são seguros à saúde como forma de conter o fluxo menstrual. Já é sabido que a vagina-por ser uma mucosa- possui muco para proteger o sistema reprodutor contra agentes etiológicos. Entretanto, o uso de itens contaminados podem gerar infecções severas.

Em segundo plano, percebe-se que, além do sistema prisional brasileiro não ter infraestrutura suficiente para comportar todos os detentos, há também a violência e a falta de amparo psicológico. Em teoria, prisões servem para educar alguém que tenha cometido um crime, mas que após sua pena ele seja capaz de retornar à sociedade. Porém, sabe-se que os detentos são violados fisicamente e psicologicamente dentro das penitenciárias, tanto por outros detentos quanto pelos carcereiros.

Em suma, como Douglass disse ser mais fácil educar crianças do que reconstruir adultos. O Ministério da Educação deve, por meio de verbas governamentais, exemplificar aos estudantes a barbárie cometida dentro do sistema prisional. Não somente para exigir mudanças para a vida dos detentos, mas para também mostrar aos alunos as possíveis consequências de suas ações. A fim de evitar que eles entrem dentro do sistema prisional brasieliro.