Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 03/10/2021

A crise carcerária não é um problema atual desde o massacre do Carandiru em 1992, quando 111 presos foram mortos e 130 feridos. No Brasil, o sistema penitenciário foi afetado e ainda hoje é afetado, seja pela falta de estrutura do presídio ou pela saúde precária dos presos. Não há dúvida de que a questão constitucional e sua aplicação são uma das causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser usada de forma a alcançar o equilíbrio da sociedade por meio da justiça. Da mesma forma, pode-se perceber que, no Brasil, a morosidade e a ineficiência da justiça romperam essa harmonia, pois muitos presos têm que passar anos aguardando julgamento, desencadeando assim mais resistências.

Além disso, a superlotação também é um fator determinante do problema. Durkheim acredita que os fatos sociais são um comportamento coletivo e uma forma de pensar, que são externos, universais e obrigatórios. Nessa linha de pensamento, pode-se observar que devido à superlotação, os primeiros infratores se misturam aos presos mais perigosos, o que os torna mais envolvidos no mundo do crime.

Portanto, há claramente uma necessidade de resolver a crise carcerária. O governo tem a responsabilidade de investir na expansão das prisões para evitar a superlotação. Portanto, as condições dos detidos não serão tratadas de forma desumana e a violência nas prisões será reduzida. Como disse o educador Paulo Freire, a educação muda as pessoas, elas mudam o mundo. Em breve, o Ministério da Educação deve implementar atividades educacionais para reintegrar os presos à sociedade, libertar a estrutura social de problemas e não mais viver à sombra da realidade e das fábulas das cavernas de Platão.