Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 03/10/2021

Desde os anos 1990 o Brasil vem enfrentando um crescimento gigantesco e descontrolado do número de presos, um aumento de 517.000 detentos em menos de 30 anos, e que hoje no total somam 607.000 prisioneiros por todo o país, segundo a reportagem de Antônio Vital para o jornal digital Câmara notícias, em 16 de Abril de 2017.

É mais do que notável o despreparo do sistema carcerário brasileiro perante a um enorme crescimento de presos e presas no páis, basta olhar para as situações de superlotação, greves, revoltas, fugas, mortes, entre outros problemas gerados pela incompetência do governo em administrar tanto os agentes, quanto os presos, além da estrutura precária em delegacias e prisões.

Alguém que é preso e tem a oportunidade para se reinventar, aprender e pensar, não volta a cometer crimes, que muitas vezes são a única opção que restava para a pessoa em questão, porém, o que vemos acontecer no Brasil é totalmente diferente: a esmagadora maioria dos presos não tem acesso a educação, a cursos, a higiene, a saúde e a segurança, o que configura uma violação dos direitos humanos.

Um detento que se encontra em tais situações não vê perspectiva para mudança, gerando desespero e ódio, que ao sair gerarão mais e mais crimes, guiados pela revolta e indignação para com o estado e o sistema carcerário, onde até fora das prisões, esses agentes tem as vidas tomadas e ameaçadas.

O melhor modo para diminuir o número de detentos e crimes não é a pena de morte, nem a construção de mais cadeias, mas sim o investimento em educação, dentro e fora das penitenciárias, dessa forma criando mais oportunidades para aqueles que antes não tinham nenhuma.