Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 07/09/2021

“Carandiru: O Filme” aborda a situação do sistema prisional brasileiro na década de 1990, que apresentava superlotação e condições desumanas de sobrevivência. Mais de 30 anos depois, a problemática segue presente no Brasil, devido à desigualdade social e à ineficácia da organização carcerária na reinserção dos detentos à sociedade. Urge, portanto, analisar a causa dessa mazela, sua consequência e uma possível medida para reverter o quadro no país.

Inicialmente, é válido destacar o papel da desigualdade socioeconômica no aumento da criminalidade. Segundo o sociólogo Karl Marx, o termo se refere a situação na qual a maioria da população vive em condições de vida inferiores as de uma pequena parcela social que concentra a riqueza. Desse modo, o grupo menos favorecido é socialmente marginalizado, recebendo baixos investimentos em direitos sociais, como educação, o que o deixa mais suscetível a criminalidade.

Como consequência, há inevitável aumento na população carcerária que, por sua vez, não recebe o tratamento adequado. De acordo com o filósofo Michel Foucault, as penitenciárias deveriam funcionar como intrumentos de ressocialização dos indivíduos para que, após o cumprimento da pena, pudessem ser reinseridos na sociedade e contribuir positivamente. No entanto, é evidente que, no Brasil, esses locais tem um caráter mais punitivo do que ressocializante, o que contribui para a reincidência dos crimes e inviabiliza a redução de apenados.

Sob essa perspectiva, é imprescindível que o governo federal, por meio do Ministério da Justiça, crie medidas para solucionar esse problema. Para isso, podem ser criados projetos que tornem as prisões locais de aprendizado, oferecendo cursos profissionalizantes e oportunidades de trabalho, para que os indivíduos possam desenvolver cidadania e contribuir socialmente, no futuro. Dessa forma, a reincidência de crimes e a população carcerária seriam reduzidas e o Brasil estaria mais próximo de ser uma nação justa e igualitária.