Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 13/08/2021
Cárcere brasileiro
O autor Graciliano Ramos, relata em sua obra “Memória de Cárcere”, ele conta os maus tratos, insalubridade, e falta de compaixão durante a ditadura do Estado Novo. Hoje em dia, mesmo que não se viva mais em um regime opressor, o sistema carcerário brasileiro continua sendo um “terror”. Desse modo, olhar a situação social no qual os penitenciários estão submetidos é indispensável para avaliar seus efeitos na contemporaneidade.
Primeiramente, a péssima infraestrutura em quase todas as cadeias faz com que, os prisioneiros lutem diariamente por sua sobrevivência. Mesmo que eles vivam em regime privado, a superlotação, prisões deterioradas e até falta de coisas básicas com água potável. Além disso, a condição supre a visão Determinista do século XIX, que afirma que o homem é fruto de seu meio. Mas, este olhar não for combatido, ao final da pena o indivíduo terá dificuldades para se reintegrar na sociedade e haverá uma tendência a viver do trabalho informal e em muitos casos, voltar ao crime.
Além do mais, outro problema ainda vigente, são às condições higiênicas do público feminino. A jornalista Nana Queiroz, autora do livro “Presos que menstruam”, retratou que o sistema trata igualmente os detentos mesmo com as diferenças de gênero, sendo excluídos os cuidados íntimos da mulher, como a falta de absorventes em algumas prisões, e ausência de acompanhamento ginecológico. Isto revela, a falta de políticas públicas que prezem pela saúde feminina e esconde, ainda, o tratamento destinado às gestantes, que não possuem um zelo diferenciado na gravidez e tampouco o auxílio médico na maioria dos casos.
Portanto, reformas no sistema são totalmente necessárias. O Governo Federal, através de investimentos para a melhoria e expansão das prisões. Afim de diminuir a superlotação e melhorar as condições de vida dos prisioneiros.