Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 05/06/2021

A obra “O Cortiço” retrata a vida de pessoas em um local aglomerado e insalubre, expondo o contraste de classes e a diferença de vida entre pessoas pobres que viviam no cortiço e os burgueses. De forma análoga à literatura, analisa-se um cenário similar no que se refere ao sistema carcerário brasileiro. Assim, evidenciam-se duas questões:  a falta de ressocialização e o excesso de prisões provisórias. Logo, a tomada de medidas seria primordial para melhorar esta problemática.

Em primeira análise, a ressocialização é uma das principais formas de combater a precariedade carcerária, haja vista que esta é a única maneira de fazer com que o preso não cometa delitos novamente. Entretanto, segundo levantamento do G1 apenas 18,9% dos detentos brasileiros exercem alguma atividade laboral. Desse modo, percebe-se que o Estado pouco focaliza em medidas que realmente poderiam mudar tal cenário.

Ademais, questões como insalubridade e proliferação de doenças muito se devem pelo fato de haver um excesso de encarcerados nos presídios. Contudo, diferentemente do que se pensa, esta superlotação não é causada por poucas verbas, mas sim pelo alto número de presos provisórios, que são 31% de todo o número de prisioneiros segundo dados do G1 feitos em 2020.

Portanto, compreende-se a importância de debater sobre o sistema carcerário brasileiro. Logo, cabe ao Poder Executivo -que tem como papel administrar os interesse do povo- por meio do uso de verbas, gerar emprego para presidiários, com o objetivo de ressocializar essas pessoas. Diante disso, com as medidas tomadas, espera-se que a situação tupiniquim seja diferente da mostrada na obra de Aluísio Azevedo.