Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 18/12/2020

Platão, filósofo grego, afirmou, por meio do Mito da Caverna, que o conhecimento na Terra são sombras, defendendo a investigação filosófica na busca e apreensão da realidade. No século XXI, alguns temas ainda reforçam essa ideia. Sobre esse aspecto, convém analisar os problemas gerados e como solucionar o desafio pela educação.

Em primeira análise, é notório que o sistema prisional ineficiente apenas intensifica a criminalidade. Nesse contexto, obras como o documentário “Guerras do Brasil. Doc”, abordam a temática, demonstrando que a superlotação e maus tratos contribui com o retorno ao crime. Assim, segundo dados de 2014 do Sistema Integrado de Informações Penitenciárias o país possuía aproximadamente 600 mil presos. Desse modo, a função das prisões de ressocialização de detentos não cumpre seu papel, mas também amplia o conhecimento dos presos, no qual em contato com facções atuará em crimes mais complexos.

Outrossim, a falta de programas socioeducativos em escolas é o principal agravante do tema. Nessa perspectiva, segundo o pensador Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa para mudar uma situação. Entretanto, a falta de abordagem em colégios no desafio, trabalhando a empatia, o respeito, funções das leis e principalmente a realidade nos presídios intensifica o problema.

Portanto, cabe ao Ministério da Educação, aliado ao Ministério da Justiça, a criação de um programa socioeducativo. Somando-se a isso, por meio do investimento na capacitação de professores, contratação de psicólogos e verbas para materiais, será trabalhado em interações em grupo a empatia e respeito a outros cidadãos. Além disso, em salas apropriadas para debates ,com a presença de policiais será exposta a função da constituição, em consonância, cenários em que ela não existisse. Com isso, os jovens entenderão de maneira mais detalhada os benefícios da ordem  evitando o crime e o desafio não será apenas atenuado,mas solucionado de maneira eficaz.