Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 05/11/2020
Os presídios brasileiros segundo seus próprios detentos são conhecidos como inferno, não só pelo isolamento que lhes é apresentado, mas também pelas condições desumanas de vida presente nesses estabelecimentos. A ressocialização é falha e na maioria dos casos os condenados após sua liberdade voltam a cometer crimes, e até sendo presos novamente em um curto período de tempo.
A superlotação dos presídios é um dos principais problemas e um dos mais evidentes, onde há mais que o dobro da capacidade de detentos e muitas penitenciárias pelo Brasil todo, geralmente uma cela que cabe 8 presos passa a habitar 12 a 16 presos de maneira extremamente desorganizada e prejudicial. Com a superlotação vem outros problemas como brigas entre prisioneiros, um exemplo foi em uma penitenciaria em salvador em que ocorreu uma briga entre traficantes rivais que causou ferimentos graves em 4 pessoas, porém em muitas das vezes as brigas podem levar até ao assassinato dentro dos pavilhões ou celas do presídio. Outro problema que é evidente nas cadeias brasileiras é a falta de infraestrutura, ou seja, falta de saneamento básico e de uma limpeza de qualidade, em que os prisioneiros reclamam de ratos e insetos rastejando sob seus corpos enquanto dormem no colchão úmido e gelado e em um lugar sujo demais. Com a falta de limpeza também trazem as doenças como uma crise de tuberculose em vários dos presídios brasileiros, porém uma doença que talvez seja a mais aparente em todos os sistemas carcerários é a micose ou a sarna, em que há problemas com coceiras e inflamações na pele dos detentos por conta da sujeira do local e dos animais que lá habitam também. Esses locais precisão de uma reforma urgente, os condenados são tratados de maneiras desumanas e nada é feito a respeito, é negado até uma saúde de qualidade para as pessoas que adentram aquele local. Para que realmente mude o Governo Federal junto com os diretores das penitenciarias devem investir mais na higienização e saúde , por meio de empresas solidarias e uma reforma nas enfermarias para que os detentos tenham uma melhor qualidade de vida e melhores oportunidades, a fim de ter uma ressocialização adequada e funcional.