Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 06/12/2020
Na famosa saga de filmes “Corrida Mortal”, o sistema prisional americano enfrenta uma superlotação e atinge a ruptura. Desse modo, empresas privadas assumem a gestão das prisões e elaboram um método para regular a quantidade de presos, a corrida mortal, em que os prisioneiros lutam até a morte. Fora da ficção, a fim de assegurar o bem estar de todos, é clara a necessidade de reformular o sistema penitenciário brasileiro. Nesse sentido, a vicissitude é atestada pelo descaso do poder público, como pela ausência de um plano de ressocialização dos encarcerados.
Em uma primeira análise, vê-se que o gerenciamento deficitário está entre as causas para o problema. O Estado brasileiro criou um cenário propício para que a população enxergue o encarceramento como a mais eficaz medida de segurança. Logo, ocorre a animalização dos prisioneiros, os quais deixam de ser vistos como pessoas que carecem de políticas públicas e ressocialização, por exemplo, quase 70% das prisões não propiciam assistência médica, de acordo com o CNMP.
Outrossim, cabe salientar, que a inexistência de um plano de ressocialização também é motivo para a problemática. O governo do Brasil não prioriza a formulação de políticas preventivas e de um sistema educacional inclusivo nas penitenciárias. Além disso, a sociedade encontra-se programada para observar os encarcerados como indivíduos sem história, impedidos de qualquer tipo de ressocialização. Por isso, é essencial que o setor público reavalie seu olhar sobre a questão.
Diante dos fatos supracitados, é perceptível que a recuperação do sistema carcerário brasileiro é um tema importante e que carece de soluções. Portanto, cabe ao Governo Federal direcionar recursos para as unidades prisionais, por meio da definição de uma agenda econômica, a qual melhore as condições de vida dos prisioneiros, com o intuito de promover a ressocialização dos presos no Brasil. Desse modo, o contexto vivenciado será gradativamente minimizado.