Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 15/10/2020
A educação cura
No próprio livro de História dos Crimes e da Violência no Brasil, Mary Del Priore se questiona: “será, a violência, natural ou cultura?”, o que deveríamos saber a resposta, já que o país possuí uma das maiores populações penitenciária do mundo. Com intuito inicial de melhorar o comportamento e a moral do indivíduo, diante desse sistema é possível realizar essa finalidade?
Primeiramente, observa-se em dados divulgados que existe mais capital direcionado aos presos do que ao sistema educacional. Como já diria o Sir Arthur Lewis: “educação nunca foi despesa, sempre foi investimento com retorno garantido”, já que a educação faz o ser humano, isto é, se houvesse ênfase nesse setor, o índice de “violência cultural” seria menor.
Embora o propósito da prisão seja humanizar quem está nessa situação não é o que acontece, visto que é um lugar repleto de violência, onde há grupos perigosos com acesso telefônicos para liderar crimes externos. Desta forma, pessoas presas por engano ou crimes “mais leves”, transformam-se para ter mais respeitos entre eles, assim como acontece na série da Fox: “Vis a Vis” na qual a personagem Macarena é presa, mesmo inocente, torna-se uma das criminosas.
Em síntese, percebe-se que não é na prisão que haverá um desenvolvimento pessoal dos indivíduos. Nesse sentido, o Ministério da Economia deve rever imediatamente os investimentos em cada área, e comparar os feitos nas escolas e creches com as cadeias, e em conjunto com o Ministério da Educação criar matérias didáticos para distribuir entre jovens e os conscientizar que o conhecimento deve ser mais valorizado que a violência, já que o melhor é educar as crianças para não terem que punir adultos.