Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 26/08/2020
“O sistema carcerário brasileiro é uma máquina de destruir pessoas, de acabar com sua dignidade, com sua saúde, com seus sonhos”, diz Camila Nunes Dias, uma pesquisadora do Núcleo de Estudos da Violência. É de fundamental importância que venha ser discutido a respeito desse sistema, pois ele enaltece a desigualdade racial, econômica e social entre os prisioneiros.
É de conhecimento geral que as prisões brasileiras sofrem de superlotação, o que contribui para o contagio de doenças entre presos e funcionários do sistema prisional. Os números de prisões feitas nos últimos anos obteve grande elevação, e uma parte dos prisioneiros não possuem condenação, eles aguardam o julgamento de seus atos na cadeia. Em consequência disso, os fatores que foram apresentados contribuem para o aumento da superlotação nas prisões brasileiras.
“Um pequeno ladrão é colocado na cadeia. Um grande bandido torna-se o governante de uma nação”, expressa o filosofo Chuang Tzu. Como mencionado, há grande desigualdade no sistema carcerário, onde o homem negro e pobre é transportado para uma prisão e o homem branco e rico sai impune de seus crimes. A desigualdade também está presente no sistema penitenciário das mulheres, onde é ignorado a organização, as normas e a estrutura física da unidade.
Conclui-se que esse sistema carcerário brasileiro apresenta violência, desigualdade e tem suas prisões superlotadas nos estados brasileiros. Dessa forma, deveria ser aplicado o desencarceramento, reservando as prisões para casos que realmente apresentem ameaças sociais e o governo brasileiro deveria construir mais instituições escolares e qualificar as já existentes, assim o número de penitencias necessárias para conter a delinquência seria exponencialmente menor.