Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 16/08/2020

Na série televisiva “Blacklist”, o protagonista Raymond Reddinton é preso  e na prisão descobre que as facções e os detentos, que controlam o recinto. Fora da ficção infelizmente esse fato ocorre de maneira análoga, a prisão que deveria ser um agente socializador falha no seu papel e insere ainda mais seus prisioneiros na criminalidade, problemas como o pouco ou nenhum treinamento dos agentes penitenciários, e a falta de programas para socializar novamente os detentos, colaboram com o não melhoramento deste local.

A princípio, é essencial a percepção de panóptico, de Michael Focault, esse que tentava encontrar um modelo de prisão ideal, modelo esse que consiste em o prisioneiro sempre estar sendo vigiado, logo manteria-se nas leis o tempo todo, Entretanto não é isso que se encontra nas prisões, diferentemente do despreparo dos guardas, que sempre aparecem em noticiários, geralmente por usar exageradamente a força ou por estarem na folha de pagamento de criminosos.

Outrossim, é importante entender, que a sociedade atual esta muito preocupada com o passado do ex detento por isso o nega o futuro, assim este sem oportunidades volta a cometer delitos, para se manter financeiramente. Porém com a inserção de cursos técnicos nos presídios essa parte desprivilegiada da população, poderia ter um rumo e assim se reintegrar na comunidade novamente.

Torna-se evidente portanto, o impacto negativo que as cadeias sem preparo causam na população. Logo é mister que o Governo Federal, enquanto garantidor dos direitos individuais, crie cursos preparatórios , através de verbas governamentais, capacitando os guardas que trabalham em cadeias, a lidar com os prisioneiros da melhor forma possível. Outra medida viável, consiste no setor privado criar empregos destinado exclusivamente a essas pessoas, para que assim haja no futuro um Brasil mais igual e justo.