Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 30/10/2020
Na obra “Memórias de Cárcere”, de Graciliano Ramos, relata os maus tratos e as péssimas condições de higiene na rotina carcerária. Ao se focar no momento atual, a história do livro se alinha ao Brasil, onde os presidiários se encontram em condições insalubres, com extrema violência e, por tabela, a superlotação fatores esses que corroboram para o aumento das mazelas nessa temática. Ora, uma atmosfera de negligenciamento e, sobretudo, omissão que apadrinha o futuro.
Essa assertiva deriva, em especial, da pífia ação do Poder Público nessa área. De acordo com a Constituição Federal de 1988 que garante a todos os indivíduos o bem-estar físico, social e mental, em contrapartida, o Governo não efetiva tal princípio, uma vez que a explosão da violência e a lotação das prisões são os maiores empecilhos do sistema carcerário, isto é, em celas que cabem 3 indivíduos há números exacerbados ultrapassando os limites, de acordo com G1, com isso formação de rebeliões e quadrilhas se expandem, haja vista as circunstâncias desumanas que se encontram. Logo, mostra-se um Estado ineficiente nessas conjunturas.
Por sua vez, outro vetor é o papel apático da coletividade nessa esfera. Na ótica de Clarice Lispector, “O obvio é a verdade que ninguém quer ver”. Sob esse viés, quando imagens de ausência de higiene nesses locais e, por extensão, castigados exagerados aos prisioneiros deixam de afetar a sociedade, percebe-se o absentismo de empatia e, sobretudo, solidariedade ao próximo, mesmo que tal indivíduo tenha cometido um delírio, pois todos são cidadãos e merecem respeito. Nesse sentindo, é fulcral que o olhar coletivo reformule sua atuação, com o fito de haver melhorias.
Infere-se, portanto, que nessa problemática o Governo deve criar mecanismos para a melhoria desses ambientes, por meio de investimentos de verbas destinadas para tal área e, por extensão, promover uma melhor organização dos detentos dentro das celas, a fim de obter um âmbito mais harmônico e, sobretudo, diminuir as rebeliões. Ademais, a sociedade precisa tonificar a tarefa de discussão acerca dessa temática, por intermédio de debates e palestras públicas e, por tabela, documentários inseridos nessa causa, com o intuito de fomentar a consciência coletiva Desse modo, para que a obra de Graciliano deixe de ser uma realidade brasileira.