Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 22/07/2020
No filme ``Última parada 174´´, é retratada a triste realidade vivenciada pelas crianças brasileiras residentes das favelas, que, por não possuírem condições financeiras para frequentar a escola e terem uma vida decente, ingressam no mundo do crime, e, consequentemente, acabar na prisão. Nesse viés, em decorrência de um baixo investimento em educação nas áreas periféricas e da ineficiência das políticas destinadas à reabilitação dos presos, o sistema carcerário brasileiro enfrenta grandes adversidades.
Em uma primeira análise, cabe ressaltar que as comunidades mais carentes do país não recebem um auxílio governamental decente no que tange à educação. Nesse sentido, as crianças e adolescentes mais pobres e que moram nessas áreas, além de não possuírem recursos para estudar, recebem grandes estímulos e ofertas tentadoras de traficantes em troca de uma vida ``melhor´´ e remunerada. Consequentemente, esse alto número de pessoas, por sofrer limitações no acesso aos benefícios de uma educação de qualidade, está fadado a acabar na cadeia, o que resulta em um dos principais problemas do tema em debate, a superlotação.
Ademais, é fato que as ações do poder superior que visam recapacitar os detentos para terem uma vida melhor não estão sendo eficazes. Em virtude disso, dados expostos pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), em 2015, apontaram que um em cada quatro presos volta a cometer crimes após sair da prisão. Nessa lógica, em um país que não fornece uma boa educação aos habitantes e que não possui medidas de reabilitação eficientes, a realidade exposta tende a ser real.
Em suma, com o intuito de amenizar os problemas supraditos e melhorar as condições do sistema carcerário nacional, urge que o Poder Público - mantenedor das leis, do bem-estar social de do progresso civilizatório -, desenvolva, por meio de verbas governamentais, investimentos em escolas nas áreas mais necessitadas e em políticas de reabilitação mais eficientes. Dessa maneira, almejar-se-ia que a triste condição social exposta no filme não seja um reflexo da nação brasileira.