Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 20/07/2020

A série brasileira “Irmandade” apresenta a história de Edson, um homem que está a muito tempo no presídio e, no decorrer desses anos, viveu em situações desumanas onde lhe faltava o básico para viver. Por consequência, ele, que foi preso por um crime “leve”, revoltou-se contra o sistema e tornou-se um importante integrante de uma facção de drogas. Análogo à ficção, diversas pessoas que são presas, no Brasil, formam-se criminosos piores. Certamente, isso acontece devido às superlotações dos presídios e por causa das situações desumanas dos quais os detentos são submetidos.                      Convêm ressaltar, a princípio, que, segundo o Conselho Nacional de Justiça, o Brasil possui a terceira maior população carcerária do mundo, sendo que 41,5% das pessoas que são presas não são julgadas, ou seja, há um grande número de cidadãos presos que estão nesses locais sem saber quanto tempo ou se precisam estar ali. Em virtude disso, cria-se uma superlotação nos presídios no qual o Estado não consegue arcar com os custos, e isso faz com que a qualidade de vida dos detentos seja precária.                                                                                                                                                            Outrossim, é preciso enfatizar que as más condições das cadeias estimulam a organização dos presos entre si para contra as instituições. Dessa forma, criminosos perigosos influênciam os demais. Com isso, ao invés de ser ressocializado, um cidadão que vai preso torna-se pior, é possível ver isso no documentário “Universidade do Crime” no qual mostra que a precariedade da cadeia fez com que facções influentes e famosas, como o PCC e o Comando Vermelho, surgissem para reinvindicar uma melhor qualidade de vida dos presos.                                                                                                                 Visto isso, cabe ao Ministério da Justiça o papel de tornar as cadeias um local de ressocialização do indivíduo, isso acontecerá por meio de uma reforma do sistema carcerário; a princípio, todos os presos deverão ser julgados o mais rápido o possível, e, depois, necessitará de um investimento instenso nesse setor, para que a estrutura do local e a qualidade de vida dos detentos sejam humanas. Além disso, é essencial que sejam oferecidos cursos profissionalizantes que eles deverão, obrigatoriamente, fazer em sua estádia no local, para que esses encontrem maior facilidade em conseguir um emprego. Assim, histórias como a de Edson existirão apenas na ficção.