Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 08/07/2020
Precário, como tudo no Brasil
O Brasil está entre os cinco países de maior população carcerária do mundo. São mais de 740 mil presos em cadeias superlotadas, e, nos últimos quatorze anos o número de presos aumentou 267%.Estes presos vivem em condições desumanas, para qualquer pessoa pode ser visto como um descaso humanitário. Entre esses, temos má infraestrutura, falta de investimento, e o descaso principalmente com as mulheres.
No livro “Mulheres que menstruam” de Nana Queiroz, ela faz um compilado de histórias de diversas presas, os motivos pelos quais elas estão naquela situação e tudo que as levou até o crime. O mais chocante é que a maioria buscava melhorar a vida de seus filhos e família, entre os casos, uma mãe que roubou comida para seu filho que estava ha dias sem comer.
Quando vim a citar anteriormente a má infraestrutura, me refiro a celas superlotadas, onde caberiam dez pessoas se vive vinte e cinco ou mais. Quanto a falta de investimento, podemos levantar a falta de assistência médica, levando em conta que nem mesmo as gestantes desfrutam desse auxílio.
As prisões brasileiras, assim como as da maior parte do mundo foram feitas para castigar, e dessa maneira não há forma concreta de reabilitação desses indivíduos na sociedade. Podemos fazer um rápido comparativo do Brasil à Noruega, que é o país que tem maior reincidência criminal do mundo; a forma como eles tratam pessoas que praticaram algum delito é totalmente diferenciado das penitenciárias brasileiras, sua abordagem é assertiva e com a intenção de melhora-los, e não somete castiga-los.
Portanto, para que melhorássemos todo o país que é cercado pelo crime, precisaríamos do DEPEN (Departamento Penitenciário Nacional) pensando em uma estratégia de melhoramentos dentro da penitenciária e tomando conta da reincidência dos presos à sociedade novamente. Isso sem dúvidas traria benefícios múltiplos para o país que vivemos.