Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 27/05/2020

Quando se pensa em prisão, é impossível não lembrar do livro “Estação Carandiru”, de Dráuzio Varella, que descreve o primeiro grande massacre em penitenciárias brasileiras. Ali foi retratado o início de uma década marcada pelo colapso do modelo carcerário do país, causado pela má administração dos presídios e dificuldade de ressocialização dos ex-detentos.

De acordo com uma charge feita em Abril de 2017 pelo Jornal de Brasília, tem-se referência ao número excessivo de presos por celas, cenário comum nas cadeias pelo Brasil. Essa crise de superlotação, causada principalmente por falhas de gerenciamento, é agravada pela falta de fiscalização do que entra nos presídios (como drogas e celulares), permitindo que os detentos mantenham contato com o crime.

Além disso, a crise no sistema prisional é caracterizada pela falta de oportunidades, principalmente de estudo, para os presos. Assim, quando são liberados, esses apresentam pequenas chances de serem inseridos na sociedade e no mercado de trabalho, o que os leva, muitas vezes, de volta à vida criminal.

Portanto, pode-se concluir que o complexo carcerário no Brasil precisa de uma recuperação administrativa, mas também social. Para que os problemas de reinclusão e superlotação possam ser resolvidos, deve-se ter um redirecionamento de verbas pela gestão penitenciária para a construção de novos presídios ou ampliação dos já existentes, além da implantação de cursos profissionalizantes para todas as idades; dessa forma, os presos podem desenvolver mais chances de uma vida longe dos delitos criminais.