Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 20/04/2020
Segundo o filósofo Platão,“O importante não é viver,mas viver bem”.Com efeito nota-se que a qualidade de vida tem tamanha importância de modo que ultrapassa a da própria existência. Por isso faz-se necessário debater acerca da população carcerária no Brasil. tal problemática será amenizada se fatores como a super lotação, juntamente,com a ineficácia das políticas públicas forem tratados como prioritários.
Em primeiro plano, é preciso atentar para o descaso do governo diante dessa questão. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de prisioneiros subiu cerca de 61% nos dois últimos anos, gerando uma super lotação, celas para 10 presos contem no mínimo 20 presos. Dessa forma,é valido se perguntar o que o governo tem feito para reverter esse quadro, haja vista que a desigualdade é consideravelmente grande, o que deixa claro a ausência de políticas públicas na oferta de uma qualidade de vida de forma igualitária para toda população.
Outrossim, a falta de incentivo do governo impede parcialmente que as medidas a serem tomadas alcance um número maior de pessoas. Ademais, é necessário que haja um incentivo da parte dos influenciadores sociais da população, com o apoio dos órgãos públicos para ocorrer uma mudança drástica dessa realidade. Essa proposta pode ser analisada a partir da citação do filósofo Jean Rousseau " A vontade geral deve emanar de todos, para ser aplicada a todos". Tal frase remete, justamente, ao pensamento coletivo ao estabelecer um desejo que amplie o bem a todo cidadão, o que certamente solucionaria em grande parte os fatores apresentados ao longo do texto.
Portanto,os desafios para combater a super lotação no sistema carcerário são notáveis e por isso cabe ao Governo Federal direcionar mais recursos , por meio de mais investimentos na infraestrutura dos presídios assim como a criação de novas unidades, a fim de diminuir o numero de presos por cela. Visando ao mesmo objetivo, mídia como principal formadora de opiniões deve promover campanhas informativas, por seus vários meios de comunicação,com o intuito de conscientizar um número cada vez maior de pessoas sobre a importância do tema para o bem coletivo e assim retomar a visão de Platão sobre a importância de viver bem.