Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 13/04/2020
Graciliano Ramos em seu livro, “Memórias de um cárcere”, retrata as condições em que foi submetido quando preso durante o Estado Novo, contando suas situações na rotina carcerária. De maneira análoga, esse cenário se repete nos estabelecimentos penais brasileiros, uma vez que os reclusos sofrem com circunstâncias degradantes e a dificuldade de ressocialização após o cumprimento da pena.
Em primeiro lugar, é válido ressaltar sobre a precariedade contida no sistema prisional, tais como a falta de higiene, que deixa os detentos suscetíveis a várias patologias, e a superlotação, que propicia condições desumanas. Como retrato dessa situação, tem-se o filme “Carandiru”, que mostra as lutas diárias dos reclusos pela sobrevivência no complexo Carandiru, que já foi o maior da América Latina.
Segundo o G1, mais de 80% dos presos voltam a cometer crimes quando são soltos, esses números mostram ausência e a extrema necessidade de projetos de reintegração na sociedade, posto que, auxilia no desenvolvimento social e surge como uma alternativa à criminalidade.
Por conseguinte, a maneira a qual são tratados os cárceres fere os direitos humanos, cabendo assim à União, em parceria com o Ministério da Justiça, criar projetos que invistam na extensão de cadeias para diminuir a lotação e atue na distribuição de produtos pessoais, contribuindo para hábitos adequados de higiene. Do mesmo modo, as ONG’s devem implantar atividades educacionais e esportivas afim de fornecer meios para reinserção social. E assim, com medidas graduais e progressivas, melhorar as condições nos complexos penitenciários e evitar que a obra de Graciliano Ramos seja um reflexo na sociedade brasílica.