Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 04/12/2019

No filme Carandiru, é retratada a história de um médico sanitarista que convive diariamente com a dura realidade dos encarcerados em um ambiente precário. Fora das telas, as prisões brasileiras representam um desafio a ser enfrenado de forma mais organizada pelo Estado. Senso assim, convém analisar as principais consequências à sociedade.

Em primeiro lugar, é importante destacar que os presídios contribuem diretamente com a reincidência em vez da ressocialização. De acordo com o Jornal folha de São Paulo, Apenas 19% trabalham e 8 % estudam dentro desses ambientes. Diante disso, as facções criminosas aproveitam-se para aliciar e recrutar os chamados ’’ soldados do crime’’, oferecendo favores e serviços que são negligenciados. Assim, ao saírem, esses indivíduos ficaram responsáveis pela prática de crimes e, consequentemente, tornando a sociedade vitima desses atos.

Ademais, convém enfatizar que boa parte do mercado de trabalho encontra-se fechado para esses cidadãos. Prova disso, é que apesar da Lei de execução penal ter o dever de proporcionar a reinserção harmônica desse individuo a sociedade, segundo o portal e notícias G1, menos de 19% conseguem voltar ao mercado de trabalho. Assim, isento de apoio por parte do Estado, o retorno ao crime muitas vezes é o único caminho encontrado.

Torna-se evidente, portanto, que o sistema prisional brasileiro precisa ser revisto. Sob esse viés, é preciso que o Estado, em parceria com o Ministério da Educação a criação de um projeto no qual ofereça cursos profissionalizantes tanto em Escolas públicas como de forma online, com intuito de capacitar os detentos ao mercado. Espera-se com isso, uma diminuição das taxas de reincidência e o cumprimento de deveres asseguras pela constituição.