Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 29/10/2019

No livro “Memórias de um cárcere” de Graciliano Ramos,ele relata os mais tratos e péssimas condições das pessoas presas no Estado novo.Nessas mesma perspectiva, atualmente observamos a precariedade no sistema carcerário brasileiro,tendo como problemáticas a falta de infraestrutura e dificuldade de reinserção social pelos presidiários.

Em primeiro lugar,devemos ressaltar a falta de infraestrutura nas prisões em nosso país.Em decorrência do aumento progressivo de pessoas detidas,os centros penitenciários não estão possuindo a capacidade necessária para abrigar todos esses detentos,trazendo assim,como consequências a superlotação e a falta de higiene básica dentro das celas.Com esses impasses,a proliferação de doenças fica mais fácil,e muitas vezes os presidiários não têm a assistência médica necessária,levando à morte.A música “Diário de um detento”,do grupo Racionais denunciava essa realidade na década de 1990,evidenciando-nos uma mazela com dificuldade de ser mitigada.

Deve-se ressaltar,ainda, a dificuldade de reinserção social pelos presidiários.Dentro dos presídios há uma falência de projetos sociais voltados para a vida pós o cárcere.Sem esses projetos,após cumprir a pena,muitos deles não conseguem um emprego para se manter, retornado a vida do crime. A APAC(Associação de proteção e assistência ao condenado) de Paracatu-MG tem um modelo em que os condenados praticam atividades artesanais,ajudando com os gastos do presídio e também com a renda de suas famílias.Segundo o site globo.com esse modelo consegue recuperar 60% dos presos.É fundamental, portanto a introdução de novas propostas para ajudar os presos a se integrarem e socializarem,não somente entre eles mas também com a sociedade.

Portanto,para que a situação vista no livro “Memórias de um cárcere” fique somente no passado,devemos tomar medidas para solucionar os problemas do sistema carcerário brasileiro.O governo deve incentivar a instalação de modelos como o da APAC de Paracatu-MG,a fim de recuperar o maior número de presos possíveis,para auxiliá-los em uma vida longe dos presídios.As ONG’S deve desenvolver medidas de socioeducativas,em prol de ajudar os presidiários a se reintegrarem socialmente,para quando conseguirem sua liberdade ocasionarem melhores oportunidades de emprego.Os órgãos públicos devem redirecionar verbas para a construção de novos presídios e compra de materiais de higiene básica,disponibilizando melhores condições de vida,a fim de evitar a superlotação e problemas de saúde.Somente assim,conseguiríamos soluções em relação ao sistema carcerário brasileiro e futuramente diminuir o índice de presidiários em nosso país.