Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 31/10/2019

Na obra “Carandiru”, do médico e escritor Drauzio Varella, é retratada, fidedignamente, a triste realidade do sistema prisional brasileiro por conta das péssimas condições de vida dos prisioneiros. Diante disso, observa-se que as atitudes estatais errôneas no que se refere às punições dos detentos é o principal fator para gerar indivíduos alimentados por sentimentos de ódio e vingança, contrapondo-se com a real função que o presídio deve ter: a ressocialização.

Em primeira instância, vale salientar que, devido a negligência do governo para construir um sistema penitenciário ressocializador, a sociedade brasileira enfrenta desafios para lidar com a criminalidade. Esse fato se concretiza através dos dados do Departamento Penitenciário (Depen), que relata um aumento de 500% no número de presos em duas décadas, deixando claro que punições severas e desumanas não é medida eficiente para converter o comportamento dos presidiários.

Diante dos fatos supracitados, cabe ressaltar que, através da falta de assistência governamental, os presídios brasileiros ficam cada vez mais precários em diversas áreas, como na higiene, educação e principalmente no que se refere a superlotação. Este tratamento desumano é o principal causador do extinto animalesco e violento dos detentos. Nesse sentido, torna-se fulcral a adoção de medidas para reverter esse cenário no Brasil hodierno.

Portanto, de acordo com o pedagogo Paulo Freire, a educação muda as pessoas e essas mudam o mundo. Destarte, faz-se mister que a união, junto com o Ministério da Educação, além de investir na estrutura penitenciária, é de grande importância que ofereça aulas de cidadania e de determinado curso técnico por meio de verbas governamentais, a fim de criar cidadãos mais preparados para o mercado de trabalho e com uma mentalidade transformada. Assim, com uma eficaz ressocialização e consequente diminuição dos criminosos, evento como o de carandiru não será mais realidade no Brasil.