Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 15/10/2019
Na Idade Média, a igreja católica utilizava as prisões para o cumprimento de penas, os meliantes eram isolados para refletirem sobre os pensamentos pecaminosos e se reeducarem naquele local, tendo uma nova chance no convívio social. Entretanto, o cenário atual brasileiro encontra-se em uma realidade totalmente diferente da Idade Média. Tendo em vista que, o sistema carcerário atualmente visa mais uma “punição vaga”, do que a reeducação dos indivíduos, logo, a má infraestrutura das prisões e a falta de informação da população, são fatores que influenciam na situação atual. Dessa forma, gera-se prejuízos na sociedade.
É notório que a má distribuição territorial, acaba por contribuir na precariedade de um sistema carcerário bem coordenado. De acordo com a teoria de Zygmunt Bauman; Modernidade Líquida, a sociedade contemporânea tem como principais características, a falta de empatia e o individualismo. Analogamente, os responsáveis pela dita “punição digna” desses indivíduos, não ligam para o local onde essas pessoas estão sendo colocadas, sendo indiferentes com tal situação. Consequentemente, os detentos ficam sujeitos a péssimas condições de higiene, a torturas e outras violações, o que coopera para frequentes rebeliões, assinala uma pesquisa feita pelo portal “Em discussão”, exposta em 2016.
Ademais, a falta de informação dos cidadãos a respeito do problema, é um fator que colabora para a situação atual do país. Já que, quando se trata de melhorar a qualidade de vida dos presidiários, parte da população trata esse assunto com antipatia, como mostra um pesquisa realizada pelo “Data Folha” feita em 2016, que 50% da população concorda que “bandido bom, é bandido morto”. Nesse contexto, a teoria de Bauman vem a tona, e pode-se perceber a gravidade do problema.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para um melhor desenvolvimento estrutural do sistema carcerário, cabe ao Ministério da Economia, por meio de verbas governamentais, promover uma reforma dos presídios brasileiros, com intuito de garantir uma reestruturação cidadã desses indivíduos e uma melhor qualidade de vida. Além disso, criar campanhas publicitárias, que detalhem o funcionamento do sistema penitenciário e mostrar que, o objetivo principal é formar uma pessoa de bem e com caráter, através de atividades educativas desenvolvidas na penitenciária, sugerindo ao interlocutor criar o hábito de sempre ter um olhar de respeito igualitário e empatia para com toda a massa populacional. Somente assim, a nação brasileira poderá agir de forma mútua e efetivar o mesmo objetivo que era trabalhado na Idade Média.