Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 11/10/2019
Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é característica da “modernidade líquida” vivida no século XX. hodiernamente, o conceito continua, ao mesmo que o Brasil admite tal teoria quando na prática, observamos os inúmeros empecilhos vivenciados no sistema carcerário, tal quadro é fruto do descaso governamental, alem da desigualdade social. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Primordialmente, é crucial pontuar que os impasses apresentados no sistema carcerário deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que parem tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, resultam na má infraestrutura e gestão das cadeias. Desse modo, o indivíduo é posto à margem do descaso e precisa conviver com condições , que ferem a integridade humana, como a falta de ações educativas e profissionalizantes. Por indução, o risco de entrada ao crime tornam-se fatores inevitáveis, pois, de acordo com o pensamento Ratzel, o homem é fruto do meio em que está inserido. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é essencial ressaltar a desigualdade social como promotor do problema. segundo pesquisa feita pela ONU, determinou que o Brasil situa como um dos mais desiguais, Partindo desse pressuposto, o tecido social mais precário, sofre em conjunto com a falta de emprego, o que, comprovado por dados do IBGE, contribui para ações ilegais, como furtos e roubos dos quais a longo prazo tendera a levá-lo a prisão, do qual ao sair sera reprimido em maior grau para o mercado de trabalho, resultando assim, em um ciclo vicioso, de tal modo que retarda a resolução do empecilho, já que auxilia para a perpetuação desse quadro danoso.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. posto isto, com o intuito de mitigar os Problemas penitenciais, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Estado, será revertido em Ações de restruturação das cadeias e campanhas de apoio, através de profissionais da área que qualificaram os presos com a finalidade de torná-los apto ao mercado de trabalho. alem de minimizar os gastos estatais na campanha, irá possibilitar alfim da sua pena, por meio de contratos temporário com empresas especificas em atuação de tal tipo, o conduzir a atuar como um profissional normal, desse modo, atenuar-se-á, em médio a longo prazo, o impacto nocivo do sistema como um todo.