Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 12/10/2019
Na obra “Vigiar e Punir” do filósofo Michael Foucault, retratava o modelo mais eficiente de confinamento dos detentos, caracterizado como uma torre no centro,com vigiantes e em torno dela várias selas com presos, possuindo observação total desses indivíduos.Porém,diferente da realidade brasileira o sistema carcerário se encontra escasso , haja vista pelo grande número de detentos por sela,como também,a pouca disponibilidade de acesso à saúde para os presos.
Em primeiro plano, o número de prisioneiros tem superado a capacidade das cárceres,visto que,a superlotação está cada vez maior, dificultando,dessa forma, a fiscalização dos detentos ,e o que acontece dentro das selas. Nesse sentido,como destacou o jornal Oglobo, o Brasil se encontra na terceira posição dos países com maiores números de pessoas presas no mundo.Assim, é inadmissível que a ausência de segurança eficaz e falta de mobilidade dos presos seja um fator preocupante.
Além disso, o acesso à saúde dos presos é dificultoso, visto que o Governo não se preocupa em disponibilizar a qualidade de vida dos detentos,aumentando o risco de doenças entre eles.Porém,como a Constituição Brasileira de 1988 defende,todo cidadão tem direito a saúde, garantindo este serviço a favor do bem estar da população. Com isso, é inaceitável que o Estado não cumpra com sua própria Carta Magna.
O sistema carcerário , portanto, deve ser modificado em nossa país.No entanto, o Governo deve construir novas prisões ,de modo que sejam seguidas pelo modelo de Foucault, com inovações tecnológicas e com alta fiscalização, e acesso à saúde dos detentos,além de existir trabalhos comunitários e educacionais entre os presos. Espera-se,com isso, que haja maior organização e fiscalização dos presidiários do Brasil.