Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 05/10/2019
Sistema carcerário brasileiro: apenas prender resolve o problema?
A obra cinematográfica “Carandiru” retrata a realidade carcerária do país, expondo as péssimas condições sociais e higiênicas vividas pelos detentos. Como consequência, observam-se presos cada vez mais violentos e com altas taxas de reincidência na vida do crime. Problemas como o retorno à criminalidade, como também os enormes gastos públicos requerem e precisam de mais atenção do Estado.
Inicialmente, é preciso discutir a ineficácia do sistema prisional no sentido de reintegrar o ex-presidiário à sociedade. Isso se deve ao péssimo planejamento de reeducação, falta de assistência psicológica e orientação, fatores cruciais para a recuperação do cidadão. Além de tudo isso, os detentos enfrentam o descaso do Poder Público, que acredita que apenas prendê-los solucionará o problema. Dados do Ministério da Justiça divulgaram que quase 80% dos presos retornaram à criminalidade, o que revela que o processo de recuperação é ineficiente no país.
Outro fator importante a ser citado são os altos gastos públicos para manter os presidiários. Por exemplo, tomando como base o estado do Mato Grosso, o custo mensal com um detento é cerca de 10 vezes mais do que com um aluno, podendo chegar a R$ 5 mil reais por mês, de acordo com dados disponibilizados ao G1 pelas secretarias de Justiça e Direitos Humanos do MT. Com esses dados, é possível estimar a fortuna gasta com os presos, que, na grande maioria das vezes, saem mais violentos e revoltados, retornando ao crime.
Desse modo, conclui-se que o sistema prisional pode ser mais eficaz e, portanto, necessita de medidas que tornem isso realidade. Nesse sentido, cabe ao Estado implantar programas de emprego aos presos nas penitenciárias, de modo que o valor arrecadado seja revertido em melhorias na estrutura das cadeias. Ademais, investir na educação desse grupo é essencial. O Poder Público, juntamente com a iniciativa privada, podem oferecer cursos profissionalizantes aos reeducandos, a fim de formar cidadãos com a oportunidade de construir, dignamente, uma nova vida. Assim, se diminuirá a quantidade de presos e retornantes ao crime.