Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 01/10/2019
No filme ‘‘avengement’’, é mostrada a vida de um criminoso que conseguem fugir do presídio e volta a cometer crimes. Todavia, não é somente na ficção que os detentos após serem libertados voltam a cometer delitos, posto que, segundo o site ‘‘G1’’ essa e uma realidade para 80% dos encarcerado. Dessa forma, vale debater quais fatores corroboram para essa estatística e como esses problemas podem ser mitigados.
Em primeiro lugar, deve-se destacar que, para o filósofo Gilberto Freire, o processo de socialização é fundamental para que os indivíduos sejam capazes de integrar a sociedade. No entanto, apesar dos presídios terem a função de ressocializar esses prisioneiros, muitas dessas instituições mostram descaso com essa função. Tendo em vista que, de acordo com o site ‘‘Ipiranga news’’, somente no ano de 2016 houve sessenta mil casos de morte entre os presos. Dessarte, a criar um ambiente de insegurança que acaba por dificultar a ressocialização, e por consequência, tornar os detidos mais propícios a voltar cometer infrações.
Em segundo lugar, vale ressaltar que, segundo o site ‘’exame’’, 23% das prisões brasileiras são dominadas por facções criminosas. Á vista disso, muitos cidadãos que são condenados por pequenos delitos e ao chegar nas instituição prisionais supracitadas são forçados a entrar no crime organizado. Ademais, essa prática está de acordo com o fato social de Émile Durkheim, na medida em que para esse, um grupo tende a passar seus valores e normas para os novos integrantes desse meio.
Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Para tanto, o sistema carcerário deve acabar com o domínio que as facções possuem sobre os presídios e tornar esses um ambiente onde os detentos possam ter lazer e formas de se ressocializar. Isso pode ser feito por meio de transferências de presos que estimulem filiações criminosas, junto da criação de práticas esportivas e intelectuais. Desse modo, a tornar a vida dos encarcerados mais dignas e promover uma maior taxa de detentos que abandonaram a vida do crime.