Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 24/09/2019
Na obra “Memórias do cárcere”, o autor Graciliano Ramos, preso durante o regime do Estado Novo, relata as más condições de higiene e a falta de humanidade vivenciadas na rotina carcerária. Determinada situação é extremante comum nos presídios brasileiros, desse modo é necessário rever o problema social que os detentos estão submetidos para avaliar suas consequências na contemporaneidade.
Segundo a teoria do contrato social, defendida por filósofos contratualistas como Jhon Lock, o homem, em seu estado natural, é inconstante e imprevisível, sendo assim é necessária a intervenção do Estado para conter sua “selvageria”, que não maioria das vezes é ocasiona pela disputa entre as principais facções criminosas pelo tráfico de drogas. Nesse contexto, a intervenção policial é necessária para conter a violência presente nesse ambiente, pois se não contida pode ocasionar uma série de consequências negativas, como o massacre de Canradiru no ano de 1992, que resultou no morte de mais de cem detentos após intervenção militar para acabar com uma rebelião.
Outrossim, a falta de humanidade presente no cárcere é comum, doenças infectocontagiosas, como a AIDS e tuberculose, apresentam um indicie extremante altos entre os presos, visto que a assistência médica é quase inexistente, e a proliferação dessas enfermidades são rápidas, devido a superlotação das celas. Nesse cenário, os presos também lidam com problemas, como a desnutrição e anemia, gerados pela alimentação de má qualidade.
Portanto, é necessário o Governo, dar mais atenção aos presídios, por intermédio de verbas destinadas a esse setor, visto que esses não apresentam infraestrutura necessária, com finalidade tornar a rotina carcerária mais humana. Também ,é importante a melhoria no setor médico dentro desses locais.