Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 18/09/2019

Ao analisar o sistema carcerário brasileiro, percebe-se que ele tem afetado a vida de muitas pessoas. Cada vez mais cresce o número de presos ao passo que diminuem as soluções para reinserção desses no mercado de trabalho. As superlotações das casas prisionais aliada a falta de capacitação dos agentes penitenciários são os principais responsáveis por dados lastimáveis enfrentados pelo Brasil hoje.

Em primeiro lugar, segundo estatísticas, quase metade dos presos no país são provisórios, isto é, não foram julgados ainda. Isso faz com que haja enorme quantidade de detentos acima da capacidade suportada por diversas prisões do Estado. Em segundo lugar, a quantidade de defensores públicos para auxiliar juridicamente os detentos é escassa, visto que, a maioria deles não possuem condições financeiras para arcar, muitas vezes, com custo de advogados. Soma-se a isso ainda, o fato de que a maior parte dos delitos cometidos por infratores são roubos, furtos e tráfico de drogas contribuindo para um acúmulo de encarcerados, tendo em vista que, são mais recorrentes e demandam mais tempo a ser julgados.

Em consequência disso, vê-se, frequentemente, rebeliões dentro dos presídios como, por exemplo, queima de colchões e conflitos com agentes penitenciários provocados pelo alto número de delinquentes locados em uma mesma cela. Além disso, o próprio ambiente o qual está inserido o preso, faz com que ele se torne mais violento e filie-se a alguma organização criminosa para sobrevivência.

Portanto, torna-se claro que o sistema carcerário brasileiro é um problema e necessita de medidas para seu melhor funcionamento. Diante disso, o Governo deve investir na construção de novos presídios, de tal forma  que, possa diminuir as superlotações e abrigar os presidiários de maneira mais eficaz. Ademais, deve ainda investir em quantidade e qualidade dos agentes penitenciários, visto que, há muito preso para pouco agente, promovendo assim, uma ordem dentro das casas prisionais.