Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 05/09/2019

Na Idade média, pessoas consideras hostis à sociedade, eram queimadas e humilhadas em praça pública. No entanto, ao longo dos anos isso mudou e criou-se o sistema prisional, no qual vem passando por um grave crise. Para isso, a falta de segurança e a negligência governamental fomentam esse cenário alarmante.

Como supracitado, a insegurança dentro dos presídios vem se tornando um dos grandes entraves para o seu funcionamento. Basta ver que facções criminosas vêm mostrando sua autonomia dentro dos presídios comandando de dentro das celas tráficos de drogas nas ruas, autoridades que abdicam do seu dever de manter a ordem e segurança desses locais e o preocupante cenário de guerra, por rebeliões e decapitações, que viraram as penitenciárias brasileiras, similar ao que ocorria na Roma Antiga, onde ladrões eram colocados dentro de coliseus para lutaram até à morte. Nisso, é inadmissível que país que se diz tão repleto de tecnologias, ainda fique à mercê de tamanhas atrocidades.

Ademais, a negligência governamental impulsiona a problemática. Segundo Leon Tolstói, escritor, quem nunca esteve na prisão não sabe como é o Estado. Paralelamente, assim ocorre no Brasil são prisões altamente lotadas, cadeias com alto número de réus primários que são submetidos a ficar junto de presos veteranos e , muitas vezes, por questão de segurança, são obrigados a entrar em facções para se manterem seguros dentro dos cativeiros o que corrobora para que esses detentos saem pior do que entraram, nesses locais. Logo, instigando na sociedade a falácia de que ‘bandido bom é bandido morto’, fator que se alicia desde a Antiga Babilônia, na qual existia a chamada Lei do talião, olho por olho dente por dente.

Dessarte, é mister que o Estado em parceria com DEPEN, e o Ministério da Educação, elaborem projetos para intensificar a segurança dentro dos presídios, com armamentos mais potentes aos agentes, fiscalizações semanais em cada cela, fornecer cursos profissionalizantes e aulas educacionais que visem melhorar tanto a parte escolar básica quanto o caráter ético e moral desses indivíduos e nas horas vagas ocupar a cabeça deles com artesanato e artes. O Estado deve ainda criar a audiência de custódia para agilizar os processos dos réus que ficaram ou não presos, e caso o indivíduo não represente grande ameaça à sociedade, deve-se criar penas alternativas como trabalhos comunitários. Dessa forma, atenuar o caos nas cadeias e, posteriormente, trazer um país menos propicio ao crime.