Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 11/08/2019

No ano de 1992, houve uma matança de detentos no interior do Carandiru. Atualmente, observa-se que esse fato impactante não contribuiu para a melhoria do sistema prisional, pois encontra-se em decadência e com sua população inflada. Nesse sentido, essa situação gera efeitos que precisam ser discutidos.

Em primeira análise, percebe-se que a maioria dos presídios estão superlotados. Pois, segundo o Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias, o Brasil possuía a 3ª maior população carcerária do mundo. Consequentemente, ocorre uma animalização desses seres humanos, uma vez que vivem em espaços menores que criações de gados. Dessa forma, esse quadro ficou insustentável, contribuindo para o surgimento de rebeliões por todo território brasileiro, assim como anos anteriores.

Outrossim, compreende-se que em muitos casos não ocorre a ressocialização. Nessa perspectiva, essa afirmação pode ser confirmada nas altas taxas de reincidências das práticas dos crimes após o cumprimento da pena, bem como na observação das barbáries vivenciadas, através do noticiários, nas rebeliões de 2017 e a desse no Pará.  Sendo assim, essa conjuntura do sistema carcerário não pode continuar assim, pois essa “bomba relógio” poderá explodir novamente por outros presídios do país.

verifica-se, portanto, a necessidade de medidas urgentes. Logo, o Estado deveria investir em construções de presídios por todo território nacional, com a aplicação de novos métodos de ressocialização, como aulas, oficinas profissionalizantes e competições desportivas. Desse modo, essas ações terão a finalidade de comporta toda a população presidiária dignamente e de foma humanizada, assom contribuindo para relocar uma nova pessoa na sociedade.