Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 11/07/2019

A superpopulação carcerária, originada pelo déficit social e educacional brasileiro, configura uma das maiores problemáticas nacionais. Os presídios, comportando uma quantidade de presos acima do limite e com estruturas precárias, tornam-se adversários da ressocialização. Logo, percebe-se um ciclo falho e vicioso que, por fim, estimula a continuidade dos detentos na criminalidade.

Primeiramente, é importante ressaltar que, de acordo com o G1, portal de notícias da Globo, cerca de 70% dos presídios nacionais sofrem com superlotação. Essa realidade, além de tornar mais árduo o processo de ressocialização, intensifica a rotatividade de informações entre facções criminosas e facilita a propagação da corrupção entre os agentes estaduais e federais. Desta maneira, cria-se um cenário vantajoso para a criminalidade.

Além disso, o Brasil vem se mostrando, de maneira preocupante, incapaz de retirar os jovens das favelas e periferias do fantasioso mundo do crime. A corrupção governamental e o descaso social isolam esses jovens de atividades esportivas e educacionais, tornando-os alvos fáceis para as facções. Dessa forma, os presídios, já saturados, recebem cada vez mais novos detentos.

Em síntese, nota-se que a superpopulação carcerária é derivada de problemas educacionais, sociais e de segurança pública. Inicialmente, em uma perspectiva de curto prazo, cabe ao Governo Federal promover uma reestruturação completa dos presídios, passando pela estrutura física, sistema de revista e culminando na maior qualificação dos agentes, visando, assim, uma maior integração entre todos os setores responsáveis pela segurança do local. Por outro lado, em uma perspectiva de longo prazo, cabe ao Ministério da Educação atacar a causa de toda essa problemática, através da criação de novas escolas, centros comunitários e projetos de incentivo ao esporte, buscando, por conseguinte, afastar os jovens da criminalidade.