Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 22/04/2019
Quando em 1992, no massacre do Carandiru, foram mortos 111 presos, ficou notório o descaso da sociedade e do Estado sobre o ocorrido. Desde então é preciso urgentemente debater sobre a precariedade do sistema prisional brasileiro, um sistema pobre, de desumanização do ser humano, que precisa ser mudado.
A princípio, segundo Ministério da Justiça, uma pessoa presa tem seis vezes mais chances de morrer do que uma pessoa fora das cadeias. Essa média se torna uma ironia, pois um lugar onde deveria ser de reestruturação do ser humano, possui uma altíssima taxa de mortalidade. Com isso, a desumanização do ser humanos possui uma dor constante, dor física, com selas superlotadas, má alimentação, abusos, violência. E a dor emocional, como o preconceito com ex detentos, frustrações, lentidão no andamento de processos, que assolam os condenados, sem esperanças, a nunca saírem do mundo do crime.
Além do mais, o sistema carcerário brasileiro sofre com a falta de investimentos no setor, segundo uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais, apontou que uma prisão melhor estruturada garante resultados positivos sobre os presos. A boa estruturação se resume em aspectos básicos, por exemplo, higiene pessoal, melhores serviços de alimentação e educação, que amenizam o ambiente degradante e pernicioso.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Assim, as penitenciárias devem trabalhar para ressocializar seus condenados, para isso, cabe ao Ministério da Justiça, juntamente com o Ministério da Educação planejarem e proporem ao Estados medidas de inserção de projetos de escolas e trabalhos dentro das penitenciárias, para que os presos se sintam mias familiares e humanos. Também se faz útil, investimentos , a partir das penitenciárias, acompanhamentos de profissionais psiquiátricos para estudar e acompanhar os presos e carcerários, a fim de uma melhor relação.