Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 28/04/2019

" Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda". A frase do educador Paulo Freire pode referir-se ao aumento de presos no Brasil. Hodiernamente o sistema penitenciário do país está com superlotação . Culpa disso seria a falta de educação, trabalho nos presídios e o sistema jurídico brasileiro.

Em primeiro lugar, segundo os dados da g1.globo a população carcerária do Brasil é a quarta maior do mundo com mais de 600 mil presos. A educação nas cadeias brasileiras não é o suficiente para que o cidadão saia de lá com um diploma, para arrumar um emprego, a pesquisa do Jornal Globo diz que cerca de 70% dos presos voltam para o crime. Cabe mencionar que nos presídios há pouca diversidade para o trabalho lá dentro, fazendo que  eles não aprendam uma profissão nova, o que ocasiona quando saem dos presídios voltam para o mundo do crime.

Por conseguinte, o atual sistema jurídico brasileiro não tem funcionários suficientes para que tenha uma audiência rápida e justa. Outrossim, cerca de 40% dos presos são provisórios, que estão aguardando julgamento, segundo a camaranotícias, ou sendo mais de 200 mil pessoas estão aguardando seu julgamento e fazendo os presídios ficarem lotados, por causa do sistema jurídico demorado do Brasil.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para mudar o atual cenário carcerário do país. Cabe ao Ministério da Justiça e Segurança, junto com o MEC, por meio de impostos, à investir na educação dos presos e trabalharem lá dentro, para que no futuro quando saírem, terem um diploma e profissão, e irem continuar sua vida. Ademais cabe ao governo abrir vagas para concurso público judiciário, a fim de agilizar as audiências. Só assim a fala do Aristóteles “A educação tem raízes amargas, mas os seus frutos são doces”. Poderá ser concretizado na vida dos detentos.