Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 29/03/2019

O depósito humano brasileiro

A ressocialização trata-se da reinserção social do indivíduo detido após seu cumprimento de pena, sem quaisquer sequelas psicológicas que impeça seu desenvolvimento em sociedade, porém esse conceito têm passado longe das políticas públicas prisionais brasileiras. Já que devido a ausência de investimentos eficazes para a readaptação do detento pelos poderes públicos e a desumanização do mesmo no cenário social e carcerário tornou essa tarefa incessantemente árdua.

Neste sentido, mediante um crescimento de quase 500 mil detentos desde o começo do século até os períodos mais recentes, os presídios alcançaram níveis lastimáveis ao ponto de viverem 13 indivíduos em uma mesma cela com capacidade máxima para 8. Sendo assim, o termo “depósito humano” parece encaixar-se perfeitamente na ocasião, quando na verdade o objetivo unitário deveria ser a ressocialização dos detentos e não somente o isolamento desses.

Em consonância, como dizia o economista Sir Arthur, educação nunca é despesa mas sim retorno garantido, e a partir desse ideal que as políticas públicas em função da readaptação dos presidiários devem ser inspirados para que o enorme percentual de 70%, referente aos ex presidiários que voltam a criminalidade, não persista por mais tempo. Ademais, que o exorbitante valor de 12 bilhões por ano gastos com os presos sejam utilizados com ações realmente eficientes que presem pela melhoria social.     Portanto, visando benefícios ao sistema carcerário do Brasil, o DEPEN juntamente ao MSP e Governo Federal deve implantar nas unidades prisionais o acompanhamento psicológico semanal aos detentos para uma visão ampla do desenvolvimento dos mesmos, além da inserção de um currículo educacional por meia da arte, música, aulas de Filosofia e Sociologia como também projetos voltados ao EJA, a fim de alcançar progressos individuais aos que se encontram reclusos.