Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 24/02/2019
A guerra de facções nos presídios brasileiros em 2017, mostrou a população a grave crise penitenciária em andamento no Brasil. Sendo assim, foi exposto o sistema carcerário do país que carece igualmente de atenção do poder público, como também, da falta de condições apropriadas de estrutura e dos funcionários.
O descaso dos Governos Estaduais e Federal contribui para problemas como a superlotação e a falta de regeneração dos detentos. Entretanto, a precariedade do sistema prisional não é atual, em seu livro “Memórias de um Cárcere”, Graciliano Ramos mostrou aos seus leitores que os desafios enfrentados pelos detentos não são únicos de uma época. De tal forma as autoridades que ignoram o problema, auxiliam na criação de facções e no “acolhimento” de presos de menor periculosidade por esses grupos, além da falta de defensores públicos que cooperam com a superlotação dos presídios, como mostrado pelo jornal Correio da Paraíba.
Ademais, as péssimas condições estruturais e sanitárias ajudam na proliferação de doenças. Já a falta de preparo dos agentes penitenciários favorecem a eclosão de guerras entre facções e confrontos entre presos e policiais, como acontecido no Carandiru. A precariedade das prisões contribuem para o sentimento de revolta dos detentos, que precisam usufruir das péssimas instalações oferecidas, e em conjunto com a ociosidade colaboram para o comando do tráfico de dentro das celas e criações de organizações criminosas.
Portanto, percebe-se que o Brasil enfrenta uma grave crise do sistema carcerário. É necessário que o Estado brasileiro invista na contratação de defensores públicos a fim de fazer acontecer o julgamento de presos e diminuir a superlotação, e em atividades de caráter disciplinatório afim de reincidir os presos na sociedade e acabar com a ociosidade. Além do mais, a aplicação de fundos no preparo de agentes evitará revoltas e conflitos nas prisões e o melhoramento da estrutura poderia reduzir a inquietação de detentos. Assim será possível enfrentar a crise nas penitenciárias do país.