Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 09/02/2019
O sistema carcerário brasileiro há décadas enfrenta problemas em relação ao seu funcionamento e aos seus detentos. Tal problemática nota-se “ignorada”, pois, faz-se necassário políticas para redução da superlotação das celas e reintegração de um detento em sociedade. Há no Brasil, também, uma falta latente de profissionais de defensoria pública, o que implica na demora do julgamento de presos de natureza provisória.
A criminalidade no Brasil aumenta desenfreadamente a cada ano, juntamente à isso, o número de presos aumentou na ultima década mais do dobro. Ademais, a superlotação de celas torna-se um problema, pois, a constituição brasileira prevê que o Estado deve cuidar da integridade física do detento. Em soma à tal problemática, nota-se a escassez de profissionais de defensoria pública, que é de total importancia para que haja julgamento de presos provisórios, que somam em média 40% do total de detentos no país.
Há no país uma opinião crítica em relação à reintegração de um detento em sociedade. São poucos os projetos sociais oferecidos nas penitenciárias, como cursos profissionalizantes. E também, há dificuldade para este ser contratado por alguma empresa ou estabelecimento, por ter sua imagem ligada à algo ruim quando se denomina ex-detento. Com isso, a probabilidade de um preso voltar a cometer crimes cresce, pois, como antes, não vê outra possibilidade de reinserção na sociedade.
Com os dados das ultimas décadas, é possível notar que, sem uma política pública rigida, o sistema carcerário no Brasil tende a piorar. Faz-se necessário que haja, por parte do governo, um sistema que cuide da integridade física do detento e juntamente à mídia, promova uma política de reinserção do mesmo na sociedade, com cursos profissionalizantes e abordando tal assunto, para que se tenha um profissional respeitado e inserido no mercado de trabalho.