Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 31/10/2018
De acordo com os últimos dados divulgados pelo Infopen (Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias), cerca de 726 mil pessoas foram detidas até 2017, dando ao Brasil a 3ª posição mundial de população carcerária. Neste contexto, deve-se analisar como o descaso do poder público e a violência nos presídios provocam os casos de tal problemática na vida em sociedade ao longo dos anos.
A falta de interesse do poder público pelos detentos é uma das principais causas da situação dos presídios. Isto acontece porque, a atual forma de gestão é lamentável. Muitos presos esperam vários meses para ter a sua pena determinada pelo juiz, e os mesmos acabam dividindo cela com sentenciados. Consequentemente os presos sofrem coma falta de infraestrutura das cadeias que não conseguem suportar o número de detentos, os inibindo de possuir direitos.
Além disso, a violência no sistema prisional também é um causador que gera muitos impactos negativos. Isto ocorre devido ao crescimento das facções criminosas e rebeliões nas prisões, que levam a morte e degradação dos presídios . Esses atos de violência levam horas e os mesmo buscam por meio disso a eliminação de rivais e até mesmo protestar contra a má administração carcerária. Em decorrência desta fragilidade o sistema prisional nacional fica casa vez mais evidente na triste realidade do país.
Torna-se evidente portanto, que sistema carcerário brasileiro precisa ser reajustado. Em razão disso o Ministério da Justiça juntamente com a Secretária dos Direitos Humanos devem discutir e aprovar medidas para melhorar as condições de vida dos detentos e a administração das unidades. Ademais, o Ministério da Educação e o Ministério da Fazenda devem implantar e investir na disciplina de Ética e Cidadania que ensinará valores morais essenciais e em cursos profissionalizantes para ajudar na reinserção social dos presos. Dessa forma tal problemática deixará de ser uma realidade no país.