Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 26/10/2018
Albert Einstein profere que os os obstáculos e as dificuldades são fontes valiosas de saúde e força para qualquer sociedade. Porém, o que ocorre com a comunidade carcerária brasileira é que as intempéries são imensamente maiores que a vontade e auxílio para superá-las. Dessa forma, o cenário torna-se desafiador, seja pela superlotação dos presídios, seja pela ineficácia do Estado em ressocializar os cidadãos.
Mormente, ao analisar sob um prisma estritamente social, observa-se que abrigar um número de presos superior a capacidade máxima indicada, agrava o caos do sistema prisional brasileiro. Nessa perspectiva, segundo o Conselho Nacional do Ministério Público, a superlotação dos presídios brasileiros atingiu a marca de 172% em 2017 e em algumas regiões o índice é ainda maior, chegando a atingir 3 vezes mais a capacidade recomendada. Logo, é de suma importância que essa problemática seja resolvida, pois quanto piores as condições na cadeia, mais difícil será o retorno a sociedade.
Ademais, a ineficácia governamental em incluir os ex-presidiários corrobora para que estes fiquem à margem do corpo social. Sob tal ótica, de acordo com a solidariedade mecânica de Durkheim, uma sociedade compartilha os mesmos valores sociais perpassados de geração em geração. À vista de tal preceito, o contexto histórico de exclusão dos negros, pós abolição, por exemplo, faz-se presente até hoje, entretanto quem sofre disso na atualidade são os recém livres do cárcere. Dessa maneira, é notório que o pensamento do sociólogo é válido e por isso é preciso encontrar mecanismos de acabar com estereótipos que segreguem os cidadãos para que esses preconceitos deixem de perpetuarem-se.
Infere-se, portanto, que o excesso de pessoas nas celas e a falha ressocialização dos recém libertos são problemáticas que têm urgência de serem solucionadas. Então, cabe ao governo investir na construção de prédios prisionais aumentando o número de vagas para que as pessoas inseridas nesse sistema tenham plenas condições de repensar os seus atos. Além disso, cabe a populção em geral e também ao Estado, auxiliar na reinserção social, por meio da oferta de empregos e do incentivo a educação, por exemplo, para que estes possam voltar a viver em sociedade e consigam inserir-se no mercado de trabalho, sem cogitar retornar ao mundo do crime.