Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 28/10/2018

A Noruega, é um país que possui uma das melhores qualidades de vida do mundo. Além disso, ela é um grande exemplo às outras nações pela sua resolução de problemas com presídios. Entretanto, o Brasil não goza de feitos como esse, uma vez que possui dificuldades na ressocialização de detentos, além da superlotação do sistema carcerário. Assim, convém analisar essas contrariedades para propor soluções a fim de dirimi-las.

Em primeira análise, deve-se ressaltar que a ressocialização dos presos é um problema no Brasil. Prova disso, segundo o jornal O Globo, é que muitos detentos não recebem amparo do Estado para sua reinserção à sociedade. Diante disso, por não encontrarem oportunidades no mercado de trabalho, voltam a se envolver com a criminalidade. Nesse contexto, enquanto o país não tomar medidas pontuais para a ressocialização dos presos, tal tarefa será, infelizmente, um desafio crescente.

Outrossim, como sequela da carência de medidas de readequação social de detentos, a superlotação de presídios é uma realidade. Tal fato, conforme o jornal El País, ocorre por entraves como a falta de assistência jurídica nesses locais - o que leva à ultrapassagem da capacidade das penitenciárias, visto que inúmeros indivíduos estão à espera de julgamento. Dado o exposto, é evidente que, enquanto muitos governantes se preocuparem mais com seus próprios salários e benefícios, ao invés dos problemas dos presídios, a superlotação dessas áreas será, sem dúvida, cada vez maior.

Portanto, o Ministério Público, com o auxílio de professores voluntários, deve promover a capacitação profissional de detentos por meio de oficinas e cursos técnicos gratuitos. Dessa forma, ao fim do cumprimento de suas penas, a ressocialização e inclusão dos presos no mercado de trabalho será assegurada. Com isso, casos de reincidência dessas pessoas à criminalidade serão cada vez mais raros - o que possibilitará diminuir a superlotação de presídios brasileiros - e, desse modo, o Brasil poderá, enfim, ser comparado a países como a Noruega.