Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 24/10/2018

Em meados do século XIX, um sociólogo brasileiro alertou os governantes sobre o futuro do país, a escolha de construir escolas ou prisões só cabia a eles. Infelizmente a escolha do governo foi infeliz, culminando para a quinta maior população carcerária no mundo. Diante disso, fica claro que a sociedade e o governo devem tomar uma providencia urgente, com medidas eficazes no combate a essa problemática, para que essa crise não se agrave ainda mais e se torne incontrolável.

A priori, o sistema carcerário brasileiro está falido, sem nenhuma condição de ressocializar um detento. Segundo uma reportagem publicada pela revista Veja, menos de 7% dos presos que ganham a liberdade conseguem construir uma nova vida longe do crime, sedo que mais de 47% voltam a praticar crimes e acabam sendo reincidentes e presos novamente com uma pena ainda maior. Isso só deixa claro, de que é necessária uma reestruturação das prisões no Brasil, visando reintegrar essas pessoas novamente na sociedade a fim de que ela não volte mais a cometer crimes.

Certamente, um caso recente da crise carcerária foi o massacre na penitenciaria de Alcaçuz em janeiro de 2017, este que causou a morte de 26 detentos e feriu mais de 40 durante uma rebelião. Somete após esse fato, o Tribunal de Justiça tomou a providencia de reformar o presidio e construir novas alas para separar presos de diferentes facções. Essa situação deixa ainda mais evidente a falta de gerenciamento por parte do Estado quanto as prisões, só agindo em casos extremos, por isso é preciso uma ação em conjunto com os estados e a federação no combate as facções e na tomada de poder dos presídios que estão nas mãos da criminalidade.

Nesse contexto, fica evidente a necessidade de uma ação rápida no combate a essa crise. Para isso, é necessário que o Governo Federal busque conhecer em outros países como a Suécia que é referência em prisões, um sistema prisional de referência e eficaz a ser implantado no Brasil. Somado a isso, o Estado deve investir nas estruturas dos presídios, reformando os já existentes e equipando com tecnologia como os de segurança máxima que já existem no Brasil, buscando também isolar e monitorar os chefões das facções e do crime organizado. Com isso, será possível a longo prazo amenizar a crise instaurada atualmente no país, e também fazer com que o sistema consiga ressocializar essas pessoas que vivem a margem da criminalidade.