Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 24/10/2018

No filme ‘‘Carandiru’’, um médico inicia um trabalho voluntário de atendimento de saúde na maior casa de recuperação da America Latina, convive e conhece a precariedade do sistema prisional brasileiro.Longe da cinematografia, atualmente esse problema se encontra presente, seja pela superlotação de celas ou pela falta de infraestrutura.

Em primeiro plano, é preciso ressaltar que esse problema se assenta na dificuldade de administração, propostas e soluções dos Órgãos Públicos.Em consequência disso, as rebeliões sangrentas em unidades prisionais recrudesceram, vale lembrar que, de acordo com o jornal Correio Brasiliense, nos últimos 12 meses, o plano de segurança lançado pelo Ministério da Justiça como resposta para os primeiros motins no Estado foi engavetado.Diante disso, observa-se uma falta de prioridade em políticas públicas  que deveriam ser cumpridas e levadas à sério, porém a realidade é outra, fazendo com que essa questão permaneça e confirme a falência desse sistema.

Ademais, em segundo plano, as superlotações em celas é uma grave complicação para a resolução e a implementação da ressocialização, visto que as condições precárias e insalubres favorecem a perpetuação da criminalidade, haja vista que os programas sociais que visam a educação e o trabalho manual em penitenciárias, se encontram escassas, fomentando a estagnação dessa problemática que atinge, principalmente indivíduos negros, analfabetos e menos favorecidos.Nesse viés, é possível afirmar que há uma violação dos Direitos Humanos, além de uma desigualdade social nos setores prisionais.

Fica evidente, portanto, que diante dos fatos mencionados, cabe ao Governo Federal destinar verbas para os presídios do país, que tem como objetivo solucionar os problemas de infraestrutura, condições desumanas e a segurança não só de detentos como também de agentes penitenciários.Também, o MEC deve criar atividades educativas em cadeias e através de provas e avaliações, oferecer bolsas estudantis, com o fito de ressocializar e mudar a vida dos cidadãos.E assim, o sistema carcerário nao será um problema.