Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 10/10/2018

O Massacre do Carandiru, em 1992, é um marco mundial sobre a situação dos presídios brasileiros, pois, uma rebelião que poderia ser controlada acabou ocasionando centenas de mortes devido à superlotação. Nesse sentido, o sistema penitenciário do Brasil enfrenta problemas históricos, como a falta de infraestrutura e a inversão do seu papel social. Sendo assim, deve-se analisar essas causas e buscar soluções eficazes.

Primeiramente, vale destacar que a ausência de infraestrutura é um dos fatores mais evidentes. É notório pela população que as prisões, no Brasil, muitas vezes, possuem prédios em situações precárias, banheiros com fossas em vez de vasos sanitários, falta de energia elétrica e superlotação. Tal realidade acaba diminuindo a expectativa de vida e de reintegração do detento, visto que ele se sente sem dignidade. Segundo um relatório do Conselho Nacional de Justiça, as prisões brasileiras apresentam condições subumanas, o que confirma a falta de dignidade e infraestrutura dos locais.

Outrossim, o real objetivo das penitenciárias foi invertido com o passar dos anos. A criação desses lugares tinha a função de punir o infrator e reeducá-lo para um convívio social respeitoso. Entretanto, percebe-se que a situação das prisões é de e iminente conflito, no qual os presos precisam aliar-se a facções para sobreviverem. Conforme dados do Ministério da Justiça, a Lei de Drogas assegurou a detenção de traficantes, mas também de usuários, o que gera uma inversão de função dos presídios, já que o infrator de menor perigo convive diretamente com o de alta periculosidade.

Portanto, mudar essa situação secular do Brasil é essencial para a segurança. O Ministério da Justiça, em parceria com empresas privadas, deve reestruturar as prisões do país, por meio da utilização dos presos de baixa periculosidade em trabalhos de pintura, limpeza e reboco, com a finalidade de dar dignidade aos detentos, reduzir as penas e o excesso de pessoas nos presídios. Ademais, a polícia deve criar um plano de separação dos presos por grau de perigo, por meio de pesquisas nas prisões, afim de inibir a formação de facções e garantir a segurança social.