Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 05/10/2018
Segundo a teoria lamarckiana, o ambiente muda o ser. Aplicando isso à sociedade contemporânea, vemos que o sistema carcerário cujo a função era assegurar a recuperação de indivíduos fora da lei de volta ao grupo de cidadãos de bem, tem feito os mesmos voltarem para as celas após a pena ter sido cumprida. Ou seja, não há mudanças boas neste boas neste ambiente, devido ao descaso público. Vê-se que há uma barreira governamental no sistema carcerário que impede melhoras.
A falta de investimentos públicos na infraestrutura do sistema prisional brasileiro com certeza é o principal dos descasos do governo, pois as penitenciárias encontram-se saturadas. Há 740 mil pessoas nas mesmas e faltam 270 mil vagas. Ademais dessa situação, a sociedade que apoia o baixo investimento neste sistema deveria perceber que a mudança que o brasil precisa deve vir de todos os lados, até destes excluídos. Afinal, segundo Machado de Assis, a “maldade é nata, porém ninguém nasce para ser maldoso”.
Por conseguinte, o descaso público na infraestrutura somado ao apoio dos indivíduos para com esta exclusão fez com que o sistema prisional não resgatasse a moral da massa carcerária, e com isto, a mesma não volta de bem com a sociedade. Cerca de 70% do que já foram presos voltam a cometer crimes. Isto deve-se à falta de recuperação adequada àqueles que tem passagem pelas celas. Desta forma, é necessário intervir.
Diante da massa de indivíduos que voltam para o crime, é visto que construir mais penitenciárias não será suficiente. Portanto, o Governo Federal por meio do Ministério da Educação deve educar e conscientizar a população carcerária para que voltem como cidadãos de bem para a sociedade sem ceder à violência e à desonestidade, para que esta massa diminua e as prisões tornem-se insaturadas. Afinal, previnir com a correção adequada é melhor que remediar novos erros.